Rio Verde - GO, 06 de fevereiro de 2012

Após o término do Curso em Manutenção de equipamentos de Raios X oferecido pela Ray-tec, o Técnico Juninho diz estar preparado para atender...
RECENTES PESQUISAS REALIZADAS REVELAM QUE GRANDE NÚMERO DE USUÁRIOS DE AUTOCLAVE DESCONHECEM AS VITAIS INFORMAÇÕES NOS MANUAIS.
Lamentavelmente pouquíssimos usuários mantêm estes equipamentos segundo as recomendações dos fabricantes. Desta forma, a Cristófoli toma a iniciativa de realizar uma \\\'campanha nacional de conscientização\\\' que visa assegurar duas condições imprescindíveis:
1- Garantir o processo de esterilização.
2- Garantir segurança ao usuário, ao paciente e a integridade do local.
As autoclaves são equipamentos que geram e acumulam pressão de vapor, sendo que se deve ter cautela e preparo ao operá-los, sempre precedida da leitura do manual, que orienta sobre os cuidados especiais que devem ser adotados, sendo estes configurados em 3 diretrizes primordiais:
1º Diretriz - Limpeza e Conservação - Realizar a limpeza nos itens descritos nos manuais, assim como a alimentação da autoclave com somente tipo de água compatível (normalmente destilada).
2º Diretriz - Manutenção Preventiva - Respeitar fielmente os períodos para calibração, testes, trocas de peças conforme suas periodicidades e validades, nunca devendo ser negligenciada, postergada ou remetida a pessoal não autorizado.
3º Diretriz - Manutenção Corretiva - Explica \\\'Intervenção em caso de avaria no produto\\\'.
Somente profissionais autorizados, qualificados e certificados por seus fabricantes poderão realizar as devidas manutenções, condição esta, inerente a garantia, performance e segurança do produto.
Outro fato que veio a tona com a pesquisa, é que \\\'equipamentos que menos apresentam problemas de avarias com a necessidade de intervenção técnica corretiva, podem ser os que mais oferecem riscos á usuários e instalações\\\', pois pela sua extensa durabilidade e por \\\'não avariar-se a ponto de inutilizar seu funcionamento\\\', fomentam comodismo do usuário em não realizar os procedimentos de manutenção preventiva.
Deixar isso de lado, significa negligenciar a sua segurança quanto a ação do tempo de uso, que causa desgaste natural e desconfiguração imperceptivel de itens de segurança, levando a causa de acidentes, mas que poderiam ser perfeitamente EVITADOS quando respeita-se as diretrizes dispostas nos manuais.
Lembrete importante:
As autoclaves CRISTÓFOLI possuem inúmeros dispositivos de segurança entre eletrônicos e mecânicos de alta tecnologia e precisão, mas assim como todas as coisas, estes sofrem a ação do tempo e precisam de manutenções preventivas para seu perfeito e continuo funcionamento.
\\\'Uma autoclave é um equipamento desenvolvido à salvar vidas e protege-las, vamos cuidar delas para que continuem cumprindo sua missão em cuidar de nós\\\'.
PORQUE ESTERELIZAR :
É Indispensável possuirmos cuidados especiais com a saúde, pois vivenciamos uma era onde os vírus, bactérias, fungos e microorganismos nocivos aos seres humanos estão cada vez mais letais e resistentes ao uso de antibióticos, vacinas e outros métodos medicamentosos e médicos, isto devido fato de estarem presentes a nossa volta o tempo todo, adquirindo imunidade e resistência. Portanto, a prevenção é a melhor alternativa para a segurança de todos e erradicação destes elementos.
As diversas doenças que acometem a sociedade, podem ser disseminadas pelo não uso de utensílios estéreis, ou por procedimentos errôneos de desinfecção (especialmente as causadas por objetos perfuro-cortantes como alicates, raspadores, agulhas, lâminas, pinças etc), e estas doenças podem causar prejuízos físicos, psicológicos e sociais aos pacientes muitas vezes de formas irreparáveis e na pior das hipóteses a morte.
As melhores formas de prevenirmos o contágio e a disseminação desenfreada de doenças na sociedade, são:
- A limpeza e desinfecção dos materiais por meio de lavadora térmica (consiste em lavar, enxaguar, termodesinfectar e secar).
- Esterilização feita em autoclaves com sua eficiência comprovada (validados)
o uso de utensílios descartáveis (sempre atentos a informações descritas no rótulo das embalagens, e em especial verificar se o mesmo é estéril e o prazo da validade da esterilização).
Também devemos ter cuidado em relação descarte de resíduos infecciosos (descartáveis) pelos quais nunca deverão se misturar ao lixo comum ou serem manuseados sem a proteção pessoal adequada (mascara, luvas etc), mantendo-os sempre em invólucros especiais e certificados pelos órgãos responsáveis e finalmente encaminhando-os para os locais especializados no seu processamento.
O QUE QUER SABER SOBRE ESTERILIZAÇÃO, CONTATE PELO TELEFONE 3621 1799
Tudo em Biossegurança . . .
Resolução SS-374, d e 15-12-95
Altera a Norma Técnica sobre a organização
do Centro de Material e Noções de
Esterilização
O Secretário da Saúde,
- considerando as orientações contidas no manual “Processamento de artigos e superfícies em estabelecimentos de saúde” e ao manual “Hepatites, AIDS e herpes na prática odontológica”, publicados pelo Ministério da Saúde em 1994, e
- considerando a necessidade de padronização da relação tempo/temperatura para esterilização de artigos em estufa, resolve
Artigo 1º - A Norma Técnica sobre a organização do Centro de Material e Noções de Esterilização, aprovada pela Resolução SS-392, DE 29/6/94, fica alterada na conformidade do Anexo que faz parte integrante desta resolução.
Artigo 2º - Esta resolução entrará em vigor na data de sua publicação
ANEXO
Norma Técnica sobre Organização do Centro de Material e Noções de Esterilização
1. OBJETIVO
A presente Norma Técnica (NT) tem por objetivo
1.1 padronizar procedimentos técnicos pela esterilização de material médico-cirúrgico e odontológico.
1.2 estabelecer um padrão mínimo de estrutura organizacional com relação e recursos físicos, materiais humanos. Foram obedecidas normas próprias e específicas consoantes da legislação federal.
1.3 subsidiar os dirigentes dos Serviços de Saúde e os profissionais que atuam no Centro de Material – (M desenvolvendo atividades de preparo, desinfecção, esterilização e armazenamento do material médico cirúrgico e odontológico:
1.4 promover alterações na área física, na aquisição de equipamentos, no treinamento dos recursos humanos e nos procedimentos técnicos, a fim de garantir um produto final seguro para a utilização dos usuários das Unidades de Saúde.
2 – DEFINIÇÕES
Para efeitos desta Norma Técnica, considera-se:
2.1 – Área contaminada: Local destinado a receber os artigos contaminados ou sujos e executar os procedimentos de descontaminação prévia (desinfecção prévia), lavagem e secagem do material.
2.2 – Área limpa: Local onde são executados os procedimentos de desinfecção, preparo, acondicionamento, esterilização e distribuição do material.
2.3 – Artigos críticos: São todos os itens médico-cirúrgicos e odontológicos, bem como seus acessórios, utilizados em intervenções invasivas, que vão penetrar nos tecidos subepiteliais, no sistema vascular e em outros órgãos isentos de flora microbiana própria.
2.4 – Artigos semicríticos são todos os itens médico-cirúrgicos e odontológicos, bem como seus acessórios que entram em contato com a mesma íntegra.
2.5 – Artigos não críticos são todos os itens médico-cirúrgicos e odontológicos que entram em contato com a pele íntegra e os que não entram em contato com o paciente.
2.6 – Autoclave a vapor saturado sob pressão: Vasos de pressão equipados com acessórios, que possuem duas câmaras concêntricas, cilíndricas ou retangulares, separadas por um espaço (camisa), no qual é introduzido vapor. São utilizadas para esterilização de materiais.
2.7 - Autoclave a óxido de etileno: Equipamento destinado à esterilização de materiais médico-cirúrgicos e odontológicos sensíveis ao calor, utilizando o gás de óxido de etileno;
2.8 – Carcinogenicidade é a propriedade que tem uma substância de provocar alterações responsáveis pela indução do câncer.
2.9 – Centro de Material: Local destinado a recepção, descontaminação prévia, limpeza e desinfecção, preparo, esterilização, armazenamento e distribuição de materiais.
2.10 – Classificação de artigos médico-cirúrgicos e odontológicos agrupamento do material quanto ao risco potencial de transmissão de infecção para o usuário.
2.11 – Descontaminação prévia é o procedimento utilizado em artigos contaminados por matéria orgânica (sangue, pus, secreções corpóreas) para destruição de microorganismos patogênicos na forma vegetativa (não esporulada) antes de iniciar o processo de limpeza que tem por objetivo proteger as pessoas que irão proceder à limpeza desses artigos;
2.12 – Desinfecção é o processo de destruição dos microorganismos ou não, na forma vegetativa (não esporulada ) de artigos semicriticos;
2.13 – Desinfetantes: São produtos químicos que têm na sua composição substâncias microbicidas, apresentando efeito letal para microorganismos não esporulados;
2.14 – Equipamento de proteção individual: Todo o dispositivo de uso individual destinado a proteger a integridade do trabalhador tais como luvas, mascaras, avental plástico e óculos de proteção;
2.15 – Esterilização é o procedimento utilizado para a destruição de todas as formas de vida microbiana, isto é, bactérias, fungos, vírus e esporos dos artigos médico-cirúrgicos e odontológicos;
2.16 – Esterilizantes: Produtos quimícos que têm na sua composição substâncias microbícidas , apresentando efeito letal para os microorganismos esporulados;
2.17 – Estufa ou Forno de Pasteur: Câmaras ou caixas elétricas equipadas com acessórios utilizadas na esterilização de materiais, através de temperatura elevada e atmosfera seca;
2.18 – Indicadores biológicos são suspensões de microorganismos de padrões e concentrações conhecidas, apresentados em fitas ou ampolas, utilizados na monitorização dos processos de esterilização;
2.19 – Invólucro: Embalagem é qualquer acondicionamento que tem a finalidade de permitir a entrada do agente esterilizador e proteger o produto contra a entrada de microorganismos, poeira e umidade enquanto o artigo estiver armazenado;
2.20 – Limpeza consiste na lavagem, enxágüe e secagem do material. Tem por objetivo remover totalmente os detritos e sujidade dos artigos;
2.21 – Mutagenicidade é a propriedade de variação brusca de um ou mais caracteres de uma determinada espécie, que pode se tornar hereditária e caracterizar uma espécie diferente daquela que originou o indivíduo;
2.22 – Óxido de etileno é um gás incolor de alto poder virucida, bactericida e fungicida cuja formula é (211140 ) É miscivel em água, acetona, eter, benzeno e na maioria dos solventes orgânicos. Ë altamente explosivo e facilmente inflamável.
2.23 – Papel grau cirúrgico é o papel que apresenta caracteristicas fisícas, quimicas e biológicas que permitem a esterilização e manutenção de esterilidade do produto. É próprio para embalagem de artigos médico-cirúrgicos e odontológicos a serem submetidos pelo processo de esterilização;
2.24 – Toxicidade é a propriedade que tem a substância ou produto de ser tóxico ou venenoso;
3 – REQUISITOS BÁSICOS PARA O FUNCIONAMENTO DO CENTRO DE MATERIAL
3.1 –Estrutura física
O Centro de Material deve estar localizado distante da circulação do público, ser de uso restrito aos funcionários que atuam na área e próximo às unidades que segue.
As paredes e o piso devem ser de material resistente, lavável de facil limpeza, liso, sem frestas ou saliências que propiciem o acúmulo de sujidade. As janelas devem ser amplas, altas e teladas. Recomenda-se também um sistema de exaustão, ventilação e iluminação.
A disposição dos equipamentos, pias e das bancadas de trabalho, deve permitir um fluxo contínuo sem retrocesso e sem cruzamento do material limpo com o contaminado. Recomenda-se que haja uma barreira física separando a área contaminada da área limpa.
As dimensões devem ser proporcionais ao tamanho e complexidade da Unidade de Saúde Independentemente das dimensões, deve estar setorizado, em área contaminada e área limpa.
3.2 Recursos Humanos
O Centro de Material deve ser operado por pessoal capacitado para realizar as tarefas específicas, sob a supervisão de enfermeiro habilitado. A quantidade de recursos humanos, depende dos recursos materiais existentes, de estrutura física, da utilização de técnicas padronizadas e da racionalização do trabalho.
3.3 Recursos Materiais
O Centro de Material deve contar com equipamentos compatíveis com o seu tamanho, complexidade e as necessidades da Unidade de Saúde. Quanto mais automatizado, o trabalho terá maior rendimento.
À área contaminada dever conter um mínimo de pia com cuba funda e água corrente, bancada, escovas, sabão ou detergente e desinfetantes, até lavagem por ultra-som de baixa frequência e outros equipamentos que permitam a manutenção de um padrão técnico permanente, diminuição de mão-de-obra e segurança no trabalho.
À área limpa deve ser equipada com bancadas para o preparo do material armários e/ou cestos para o armazenamento e equipamento de esterilização, tais como autoclave convencional horizontal, alto vácuo e estufa. Pode contar também com seladoras automáticas para invólucros e autoclave de óxido de etileno.
3.4 Organização
Os artigos encaminhados para processamento no CMH devem obedecer uma seqüência lógica, representada pelo seguinte fluxograma:
ÁREA CONTAMINADA
(Procedimentos prévios)
RECEBIMENTO DO MATERIAL CONTAMINADO
DESCONTAMINAÇÃO PRÉVIA
(química física)
LIMPEZA DO MATERIAL
(lavagem e secagem)
ÁREA LIMPA
(Procedimentos Finais)
PREPARO
DESINFECÇÃO OU ESTERILIZAÇÃO
(física ou química) (física, química ou físico-química)
ARMAZENAMENTO
4.1 Na área contaminada
Os procedimentos na área contaminada devem ser desenvolvidos por pessoal treinado, fazendo uso do EPI e compreendem:
4.1.1 Descontaminação prévia
Os artigos contaminados com matéria orgânica (sangue, pus, secreções corpóreas) devem passar pela descontaminação prévia, através de processo físico, mecânico ou químico, que deverá ser escolhido em função das características do artigo.
O processo mecânico compreende o uso de equipamentos termo-desinfector.
O processo químico compreende a imersão total do artigo por 30 minutos em produtos químicos dos grupos do aldeídos (glutaraldeído ou formaldeído) ou dos halogênios (hipoclorito de sódio a 0,5% e estabilizado com cloreto de sódio) em recipientes de vidro ou plásticos rígido com tampa, sendo recomendado recipiente duplo um perfurado e outro sem furo. A troca da solução desinfetante deve obedecer as recomendações do fabricante.
4.1.2 Limpeza
O material deve ser escrupulosamente lavado com solução detergente ou desincrustante, manualmente em cuba de pia funda e com a ajuda de escovas, estiletes, arames e outros, ou mecanicamente através de equipamentos, tais como lavadoras de ultra-som de baixa frequência, etc. Devem ser utilizados em água corrente e enxugados por gravidade ou com tecido. Após os procedimentos de limpeza os itens não críticos estarão prontos para o armazenamento ou distribuição, os semicríticos deverão se submetidos à desinfecção e os críticos à esterilização.
4.2 Na área limpa
Para serem processados na área limpa, os artigos devem estar limpos e secos.
4.2.1 Desinfecção
Pode ser obtida por processo físico ou químico, que deve ser escolhido em função das características do artigo.
O processo físico compreende a exposição ao calor úmido através da água em ebulição por 30 minutos ou com a utilização de equipamento termo-desinfector.
O processo químico compreende a utilização de produtos químicos dos grupos aldeídos (glutaraldeídos ou formaldeídos) ou dos halogênicos (hipoclorito de sódio a 0,5% estabilizado com cloreto de sódio), em recipiente de vidro ou plástico regido com tampa, sendo recomendado recipiente duplo ou perfurado e outro sem furo. A troca da solução desinfetante deverá obedecer as recomendações do fabricante. O álcool etílico a 70% sob fricção deve ser utilizado como auxiliar na desinfecção de instrumentos clínicos, tais como olivas e diafragma de esteroscópio, otoscópio e termômetro.
4.2.2 Esterilização
Pode ser obtida por processo físico-químico ou químico. Os processos físico e físico-químico são os mais indicados, pois garantem a destruição total de todas as formas de vida microbiana. O processo químico deve ser utilizado somente quando não houver outro recurso, uma vez que, devido a inúmeras variáveis, não dá garantia total de esterilidade do material.
4.2.2.1 Processo Físico
a) Vapor Saturado Sob Pressão
É o processo que oferece maior segurança e economia. Pode ser realizado em autoclave convencional horizontal ou autoclave a alto vácuo.
A autoclave vertical é própria para laboratórios, não devendo ser utilizado para a esterilização de artigos médicos-cirúrgicos e odontológicos, pois os pacientes ficam superpostos, dificultando a drenagem do ar, retardando a penetração do vapor e não dando a secagem dos artigos, o que não garante a sua esterilização. Para o funcionamento correto da autoclave deve-se seguir o manual de instruções do fabricante e observar os valores recomendados durante todo o ciclo de esterilização.
A panela de pressão do tipo doméstico também funciona de acordo com os princípios da Autoclave convencional à 120ºC, podendo ser utilizado de acordo com a, técnica própria estabelecidos para a esterilização dos artigos médico cirúrgicos e odontológicos em unidades de menor porte.
Para facilitar a penetração e circulação do vapor e eliminação do ar no autoclave convencional horizontal, deve-se utilizar no máximo 80% da sua capacidade e no alto vácuo 10%. Dispor os pacotes maiores na parte inferior e os pequenos na parte superior do aparelho, mantendo um espaço de cerca de 3 cm entre eles, evitando que encostem nas paredes do autoclave artigos como jarros e bacias, devendo ser colocados em posição que facilite a remoção do ar e escoamento do vapor.
O período de exposição varia de acordo com o artigo, o tipo de equipamento utilizado e na temperatura em que esta regulado o aparelho. O Quadro I, a seguir, registra a temperatura e invólucro adequados para a esterilização de material em autoclave.
Os pacotes devem ser retirados da autoclave frios e secos para evitar que o vapor se condense na temperatura ambiente, criando uma pressão negativa, que aspira o ar (contaminado) do ambiente, através do invólucro.
O autoclave deve ser limpo diariamente com pano úmido e sabão neutro. A limpeza dos filtros e do purgador deve ser feito pelo técnico especializado.
QUADRO I
Esterilização do Material pelo processo de vapor saturado sob pressão (Autoclave),
De acordo com a temperatura de exposição.
Temperatura 120º 130ºC Alto
Valores
132ºC
Observações
Material Tempo de Exposição
Roupas 30º 15º 4º Embrulhadas em campo de tecido de algodão cru duplo
Escova de fibra sintéticas 30º 15º 4º Embrulhadas individualmente em papel Kraft ou campo de tecido de algodão cru duplo
Material de aço inox ou outro tipo de metal 30º 15º 4º Embrulhado em papel Kraft ou campo de tecido de algodão cru duplo
Instrumentos metálicos colocados em bandeja ou caixa metálica perfurada 30º 15º 4º Embrulhados em papel Kraft ou campo de tecido de algodão cru duplo.
Agulhas ocas (limpas e secas) 30º 15º 4º Montadas em tubos de vidro com tampa de algodão hidrófilo
Agulhas de sutura 30º 15º 4º Montadas em par e embrulhadas em papel ou campo de tecido de algodão cru duplo
Seringas de vidro 30º 15º 4º Desmontadas e embrulhadas individualmente em papel kraft ou campo de tecido de algodão cru duplo
Laminas de corte, tesouras e serras 30º 15º 4º Embrulhadas individualmente ou acondicionadas em bandeja ou caixa metálica perfurada e envolta em papel Kraft ou campo de tecido de algodão cru duplo
Frascos, balões de vidro, tubos de ensaio 30º 15º 4º Tampados com bucha de algodão hidrófilo e embrulhados em papel Kraft ou campo de tecido de algodão cru duplo
Líquidos ou frascos 756 a 210ml 500 a 2000 ml 30º 15º Verificar se o liquido pode ser retirado pelo vapor não dar tempo o tempo de secagem
OBS: A gaze furacinada não deve ser esterilizada, pois o princípio ativo antimicrobiano da nitrofurazona é sensível à luz e o calor inativo.
b) Calor Seco
O calor gerado em estufa elétrica (Forno de Pasteur) é de uso limitado pois sua penetração e distribuição dentro da câmara não se faz de maneira uniforme, além do que o processo requer um tempo de exposição mais prolongado e altas temperaturas, o que é inadequado para certos materiais, tais como tecido e borrachas. A estufa deve possuir um termômetro que indica a temperatura atingida no interior e um termostato responsável pela manutenção da temperatura desejada. Deve-se colocar as caixas maiores nas prateleiras superiores e as menores nas inferiores para facilitar a condução do calor sem encostá-las na parede da estufa, nem encostar o bulbo do termômetro nas caixas. Não colocar grande quantidade de material dentro das caixas, nem sobrecarregar o aparelho. Deve-se seguir o manual de instruções do fabricante o Quando II a seguir registra o tempo, temperatura e invólucro adequados para a esterilização de materiais em estufa.
Esterilização do material pelo processo de calor seco (estufa) de acordo com a temperatura de exposição.
QUADRO II
MATERIAL TEMPERATURA OBSERVAÇÃO
160º 170º
Instrumental Metálico
Agulhas de sutura
Lâminas de corte, serras e tesouras
Seringas de vidro 120 m 60 m Acondicionados em caixa metálica fechada ou embrulhados em papel laminado
Agulhas ocas (limpas e secas) 120 m 60 m Tubos de vidro com bucha de algodão hidrófobo
Frascos, balões de vidro, tubos de ensaio 120 m 60 m Tampados com bucha de algodão hidrófobo e colocados em caixa metálica fechada
Vaselina líquida e óleos em geral (em camadas de 0,5cm de altura) 120 m 60 m Colocados em frascos de vidro ou caixa metálica fechada
Gaze vaselinada
(grupo de 10 gazes) 150 m Acondicionadas em caixa metálica fechada
4.2.2.2 – Processo Físico-Químico
É obtido através da ação combinada de um agente químico, o óxido de etileno (E.T.O) e o calor na forma de vapor saturado sob pressão, gerado em autoclave. Seu uso é restrito a unidades hospitalares de grande porte devido ao custo das instalações e complexidade na operacionalização.
É necessário observar com rigor as disposições contidas na Portaria Interministerial 4, de 31/07/91, as instruções do fabricante e supervisão das técnicas de manejo dos equipamentos de segurança física e ambiental, além do uso da EPI, tais como luvas de PVC, óculos de proteção, máscara com filtro químico próprio para vapores orgânicos, botas e roupas de PVC. A exposição continuada ao ETO pode provocar irritação cutânea, anemia e vômitos, além de ser carcinogênico e mutagênico.
4.2.2.3 – Processo Químico
Compreende a utilização de produtos do grupo dos aldeídos, glutaraldeídos e formaldeídos. Não é um processo de primeira escolha devido a sua toxicidade, ao tempo prolongado de exposição e a necessidade de utilização imediata do artigo, uma vez que não pode ser armazenado. Pode ser utilizado em artigos termossensíveis, tais como laparoscópio, artroscópio, ventriloscópio, artigos de nylon. teflon, e outros e na impossibilidade da utilização do calor úmido na esterilização de instrumentos metálicos, catéteres e drenos, tubos de borracha, luvas e outros.
Os artigos devem estar rigorosamente limpos, secos e desconectados para permitir a ação do produto químico e totalmente imersos na solução em recipiente de vidro ou plástico com tampa (recomenda-se recipiente duplo perfurado e outro sem furo). Não colocar metais diferentes devido a corrosão eletrolítica.
O tempo da exposição para o glutaraldeído é de 10 horas e para o formaldeído é de 18 horas.
Deve-se utilizar o EPI para o manuseio do material. Após a esterilização os artigos devem ser enxaguados abundantemente com água destilada ou soro fisiológico estéreis com técnica asséptica, utilizando-se luvas esterilizadas, máscaras e outros, devendo ser utilizados imediatamente. A troca do produto químico deverá obedecer às recomendações do fabricante.
O formaldeído pode também ser utilizado sob a forma de um polímero sólido, denominado paraformaldeído, na esterilização de artigos termossensíveis. Tem duas formas de apresentação, pastilhas ou tabletes, na concentração de 3% (3g/100cm) a 90º, com umidade relativa de 75% a 80%, durante 4 horas. Após a esterilização, os artigos devem ser enxaguados em água destilada ou soro fisiológico estéreis , utilizando a técnica asséptica. Se o material não puder ser molhado, remover o resíduo com uma compressa esterilizado em água destilada ou soro fisiológico estéreis.
4.3 – Material Técnico-Educativo
A equipe de saúde terá como material de apoio o Manual de Organização do Centro de Materiais e Noções de Esterilização, que fornecerá o conteúdo técnico para desenvolvimento das atividades em Centro de Vigilância Sanitária de Material e respectivos treinamentos.
5. NORMAS PARA AQUISIÇÃO E USO DOS PRODUTOS QUÍMICOS
Para aquisição e uso dos produtos químicos devem ser observados.
a) Adquirir somente produtos registrados no Ministério da Saúde, verificando-se em seu rótulo o número do registro emitido pela Secretaria Nacional de Vigilância – DIPROD ( Divisão de Serviços de Saúde Produtos).
b) A água sanitária de uso doméstico não deve ser utilizada na desinfecção de artigos médico-cirúrgicos e odontológicos, pois sua concentração não atende as diversas exigências de formulação para desinfetantes hospitalares determinados pelo DIPROD.
c) Produtos químicos, tais como sabões e desinfetantes, não devem ser misturados aleatoriamente entre si, pois, dependendo do tipo de carga elétrica existente na parte ativa de suas moléculas podem ser incompatíveis, o que comprometerá a ação antimicrobiana do produto.
d) O armazenamento do produto químico, deve ser em local arejado, fresco, ao abrigo da luz solar e em embalagens apropriadas
e) Produtos como hipoclorito de sódio e álcool que são adquiridos em concentrações diferentes da necessária aos procedimentos do CM, devem ser tituladas por farmacêutico ou químico com materiais e reagentes acessórios para a titulação da solução mãe. Onde não houver esses profissionais a titulação deve ser feita por pessoa treinada.
f) Os produtos diluídos por pessoa habilitada e de acordo com as indicações do fabricante, devem estar na concentração adequada. Se o produto for utilizado em concentração maior que o indicado poderá causar danos ao material e se menor, não produzirá a ação desejada.
g) O prazo de validade da solução mãe, bem como da solução diluída, de acordo com as recomendações do fabricante
h) Que a presença de matéria orgânica no hipoclorito de sódio consome o cloro disponível podendo anular a atividade antimicrobina da solução, qual deverá ser desprezada.
6. CONTROLE DA EFICÁCIA DA ESTERILIZAÇÃO
Deve ser realizada através de indicadores químicos e biológicos. Os indicadores químicos apenas comprovam a exposição do artigo ao calor, sem garantir que o mesmo esteja esterilizado, podendo ser utilizados fitas adesivas, indicadores e selos adesivos. Os indicadores biológicos são recomendados para se verificar a eficácia da esterilização.
No procedimento por calor úmido deve-se utilizar fitas de papel impregnadas com esporos visíveis de Bacillos Scherothermophilus AICC (American Type Culture Collection) 7958 ou 12980, na quantidade de 5 x 10º a 5 x 10º esporos por fita ou em ampola com 2 ml de suspensão.
Na esterilização por calor seco ou óxido de etileno é recomendado a utilização de fitas impregnadas com esporos visíveis de Bacillos Subtilis Van Niger (globigu), ATTC 9372, na quantidade de 5 x 10º esporos por fita.
6.1 Técnica para Utilização dos Indicadores Biológicos
Para utilização dos indicadores biológicos devem ser obedecidos
a) Dispor os pacotes identificados contendo as fitas impregnada ou ampolas em diferentes posições do equipamento.
b) Após a esterilização, incubar as fitas impregnadas com B. Shicarothermophilus em estufa ou banho maria 55ºC e as impregnadas com 1 Subtilis Van Niger (globigu) de 35ºC a 37ºC. Fazer a leitura diariamente durante 7 dias. As ampolas devem ser incubadas a 55ºC durante 24 a 48 horas. Após esse período se não houver crescimento a esterilização foi eficaz.
c) Esta avaliação deverá ser realizada no mínimo semanalmente ao primeiro ciclo de esterilização, sendo ideal que seja realizada diariamente.
7. ACONDIONAMENTO DO ARTIGO
O algodão cru é recomendado na textura de aproximadamente 4 fios e em campos duplos. Quando novos devem ser lavados antes do uso para eliminar amido e evitar o superaquecimento que resultará em desidratação das fibras. Na realização dos tecidos os mesmos devem ser lavados para a retirada de poeira e recomposição das fibras.
O papel Kraft deve possuir superfície regular sem zonas de maior ou menor acumulo de fibras que possam causar furos. A gramatura deve ser de 60g/m e não deve conter grande quantidade de corante ou de amido.
As lâminas de alumínio devem ter espessura de 0,025 a 0,050 m
8. ARMAZENAMENTO DO MATERIAL ESTERILIZADOR
O local de armazenamento do material deve estar limpo, seco e de acesso restrito ao pessoal envolvido nesta atividade.
Os pacotes devem permanecer íntegros, pouco manuseados e armazenados em cestos e armários, de fácil limpeza e uso exclusivo.
9. VALIDADE DA ESTERILIZAÇÃO
A esterilização do material está diretamente ligado ao seu acondicionamento e estocagem. Para se Ter certeza da validade da esterilização, deve-se realizar pesquisas das condições oferecidas em cada serviço.
Recomenda-se o prazo de 7 dias de validade para os artigos esterilizados por processo físico. Os materiais acondicionados em papel grau cirúrgico, selados pelo calor, estocados em condições ideais, permanecendo estéreis enquanto íntegros, para as esterilizações realizadas a óxido de etileno.
FUNCIONAMENTO DE GABINETE DE PODOLOGIA
Portaria CVS-11, de 16.08.93
Dispõe sobre o funcionamento dos estabelecimentos que exercem atividade de Podólogo (Pedicuro).
A Diretora Técnica do CVS, considerando que,
O risco de se contrair infecções em estabelecimentos de atendimento de podólogos está diretamente ligado à não observância de precauções universais de bio segurança;
Os meios de desinfecção e esterilização são tecnicamente acessíveis aos profissionais dos estabelecimentos de atendimento de podólogos;
É preocupação das autoridades sanitárias a determinação de medidas eficazes para o controle de doenças transmissíveis; é dever da autoridade sanitária intervir sempre que houver possibilidade de ameaça à saúde pública;
A atividade desenvolvida por esses estabelecimentos pode ocasionar danos à saúde da população;
A legislação sanitária vigente não estabelece normas para as atividades desenvolvidos nos estabelecimentos de Podologia;
Os locais onde é exercida a atividade deverão possuir dimensões e condições técnicas adequadas à função;
Finalmente, a necessidade de normatizar e padronizar em toda a rede do SUS o funcionamento dos estabelecimentos objeto desta Portaria, resolve:
Artigo 1º - O estabelecimento, agora denominado Gabinete de Podólogo (Pedicuro), além das exigências referentes a habitação e aos estabelecimentos em geral, deverá possuir:
I - área mínima total de 10 metros quadrados, com largura mínima de 2,5 metros quadrados e com área mínima de 5 metros quadrados para cada cadeira adicional;
II - piso de material liso, resistente e impermeável;
III - paredes e forros pintados de cor clara, com tinta lavável;
IV - compartimentos de atendimento separados por divisórias de no mínimo 2 metros de altura;
V - instalações sanitárias apropriadas;
VI - pia de água corrente;
VII - estufa graduada até 200 graus centígrados para esterilização.
Artigo 2º - O processo de desinfecção deverá ser realizado empregando-se solução de Hipoclorito de sódio a 1% (0.000 ppm) ou soluções de fenóis sintéticos.
Artigo 3º - O processo de esterilização deverá ser precedido, sempre, de lavagem e enxaguadura dos artigos, empregando-se posteriormente a estufa elétrica equipada com termostato, onde o material permanecerá em calor seco de 170ºC por um tempo mínimo de 120 minutos, interruptamente.
Artigo 4º - O estabelecimento deverá manter fichário atualizado à disposição da autoridade sanitária competente, contendo os seguintes dados:
I - nome
II - endereço
III - telefone
IV - data de atendimento
V - serviço realizado
VI - observações
VII - assinatura do responsável
Artigo 5º - O Gabinete Podólogo (Pedicuro) deverá possuir, no mínimo, os seguintes artigos à disposição:
I - alicate de unha - 6 unidades
II - alicate de eponíquio - 6 unidades
III - bisturis para calo - 6 unidades
IV - bisturis para calosidade - 6 unidades
V - bisturis nucleares estreitos - 6 unidades
VI - bisturis nucleares largos - 6 unidades
VII - curetas - 6 unidades
VIII - pinça ou espátula - 6 unidades
IX - bandeja com tampa para instrumental - 6 unidades
X - toalhas descartáveis
XI - lâminas para bisturi
Artigo 6º - O estabelecimento somente poderá funcionar após devidamente licenciado pela Vigilância Sanitária Regional e com a presença obrigatória do profissional responsável.
Artigo 7º - É obrigatória a afixação da licença de funcionamento em quadro próprio.
Artigo 8º - A renovação obedecerá ao estabelecido no Código Sanitário Estadual.
Artigo 9º - Os estabelecimentos objeto desta Portaria deverão adequar-se dentro do prazo máximo de 180 dias da publicação desta.
Artigo 10º - O não cumprimento desta Portaria configurará infração sanitária, capitulada na legislação vigente.
Artigo 11º - Esta Portaria entrará em vigor na data de sua publicação
Como Realizar o Teste de Esterilização
- Indicadores Biológicos
O processo de esterilização é fundamental no controle de infecções nos serviços de saúde. Os indicadores biológicos fazem parte da importante tarefa de monitorização do processo de esterilização, oferecendo maior confiabilidade ao processo. Utilizamos uma população conhecida de esporos bacterianos resistentes ao calor, Geobacillus stearothermophilus, que fica separada do meio de cultura (roxo) pela ampola de vidro. Esta será quebrada durante a ativação, quando colocada na incubadora para completar o teste.
Como realizar o teste de esterilização em sua autoclave
1 - Separe duas ampolas de indicador biológica do mesmo lote. 3 - Coloque uma das ampolas de indicador biológico em um envelope e dentro da autoclave já abastecida com um ciclo padrão.
2 - Ligue a Mini-incubadora
4 - Feche a autoclave. 5 - Realize um ciclo completo de esterilização.
6 - Terminado o clico de esterilização, aguarde 15 minutos para o resfriamento. Abra o envelope e recupere a ampola teste auto-clavada. 7 - Introduza 1/3 da ampola teste dentro da incubadora para ativá-la, dobre a parte superior da ampola plástica flexível. Isto resultará na quebra da ampola interna de vidro, liberando o meio de cultura para contato com os esporos.
8 - Dê um peteleco na parte inferior da ampola certificando-se que o meio de cultura roxo atingiu e molhou a fita impregnada com esporos. 9 - Repita essa mesma operação na ampola controle que não foi autoclavada, a partir do item 07.
10 - Coloque ambas para incubar na Mini-incubadora por 48 horas.
11 - Faça uma leitura após 24h. 12 - Após a leitura final com 48h, retire os testes da incubadora.
Analizando os Resultados.
Observe que após a esterilização o indicador químico do rótulo deverá mudar de rosa para marrom escuro/preto.
Teste Controle Resultado
Esperado Roxo Amarelo Aprovado
O resultado esperado é que o teste permaneça roxo, e o controle fique amarelo. Isto indica que na ampola-teste os microorganismos foram incapazes de se reproduzir, enquanto que na ampola controle foram capazes de se reproduzir. Deduz-se que a esterilização foi efetiva.
Teste Controle Resultado
Esperado Roxo Amarelo Aprovado
Se Amarelo Amarelo Reprovado
Se as ampolas-teste e controle ficarem na cor amarela após a incubação, indica que houve crescimento bacteriano em ambas. Isto pode ser devido à necessidade de manutenção da autoclave, ou que foram colocados muitos pacotes, impedindo a circulação do vapor, dificultando a esterilização. Conclui-se que a esterilização não foi efetiva.
Teste Controle Resultado
Esperado Roxo Amarelo Aprovado
Se Roxo Roxo Reprovado
No caso das ampolas-teste e controle ficarem roxas após a incubação, indica que não houve crescimento bacteriano. Uma das possibilidades é a incubadora estar precisando de manutenção, ou ter havido uma falha do transporte/armazenamento ou na fabricação do indicador biológico. Evidencia a importância da ampola-controle, sem a qual não é possível validar o teste. Neste caso não se pode afirmar se ocorreu ou não esterilização.
13 - Retire a etiqueta das ampolas e cole no livro de registro ou nas instruções de uso do próprio indicador, anotando e interpretando os resultados. 14 - Mantenha no mesmo livro de registros os indicadores químicos emuladores complementando a sua monitorização.
15 - Arquive em pasta toda a documentação de monitorização da esterilização
Teste Controle Resultado
Esperado Roxo Amarelo Aprovado
Teste Controle Resultado
Esperado Roxo Amarelo Aprovado
A Osmose Reversa é um fenômeno natural que ocorre quando duas soluções, de concentrações diferentes (ex:água pura e água salobra) são separadas por uma membrana semi-permeável, ou seja: permeável para solventes e impermeável para solutos.
Haverá, naturalmente, o fluxo de água pura para a água salobra, até que o equilibrio osmótico seja atingido.A osmose reversa nada mais é do que a inversão desse sentido de fluxo, mediante aplicação de uma pressão maior do que a pressão osmótica natural, retendo partículas de até 0,001micron.
Neste caso, a membrana permitira apenas a passagem de solvente (água pura), retendo metais pesados tais como o Barium, Cadmium, Cromo, Chumbo, Mercúrio, Radium 226/228, Selenium, Cloro, Sais, Cistos, Bactérias, Vírus, Turbidez e outros.
A água obtida pelo processo de osmose reversa resulta, em uma água ultrapura realizada por um processo de comprovada confiabilidade e qualidade garantida.
Os purificadores por osmose reversa fornecem água para serem aplicadas em Hospitais, Consultaórios Médicos e Odontológicos, Indústrias, Laboratórios de Pesquisa entre outros, atendendo as normas técnicas.
VANTAGENS DA ÁGUA TRATADA POR OSMOSE REVERSA.
A necessidade constante de qualidade e aprimoramento das técnicas laboratoriais, e um consumo elevado de água tratada, exigindo que os laboratórios produzam água constantemente. Normalmente essa água é produzida através de destiladores de água, com enorme desvantagem, o consumo de energia elétrica e o gasto com a água de refrigeração dos condensadores. Elevando o custo final da água tratada e descartando a água de refrigeração.
O purificador por osmose reversa oferece uma economia e qualidade superior em relação aos destiladores convencionais. O consumo de energia é cerca de 80 vezes menor e de água 20 vezes, proporcionando economia e preservando os recursos naturais.
PESQUISA E AVALIAÇÃO
Em recente levantamento realizado na ESALQ-USP (Piracicaba-SP), considerando a importância desses equipamentos para atividades laboratoriais, o objetivo foi avaliar os equipamentos convencionais empregados nos laboratórios, quanto a sua população, consumo de água e energia, de acordo com os resultados obtidos propor alternativas para economia de energia elétrica e consumo de água.
MATERIAL E MÉTODOS
Em uma primeira fase foram identificados os laboratórios que utilizam equipamentos convencionais na ESALQ, efetuando-se um levantamento referente a: marca e modelo; potência nominal (kW); quantidade de água destilada produzida (ADP) por semana e número de horas de funcionamento por semana. Os dados foram anotados em uma planilha que foi assinada pelo responsável de cada laboratório.
A seguir escolheu-se ao acaso 20 destiladores para se avaliar o volume de água de resfriamento necessário para a produção de um litro de água destilada. A água de refrigeração utilizada (ARU) é considerada como desperdiçada, pois após resfriar o processo é descartada no esgoto. Essa água de refrigeração foi tratada e distribuída pela rede da ESALQ, sendo portanto própria para consumo humano.
Para o estimar os custos com a água e também de energia elétrica obteve-se os valores do metro cúbico de água e do kW da Prefeitura do Campus Luiz de Queiroz e da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) respectivamente:
Custo do metro cúbico de água tratada: R$ 0,756
Custo do kW.h= R$ 0,33014 Setembro 2004
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Um resumo dos resultados do levantamento realizado nos laboratórios pode ser visualizado na Tabela 1 e os dados obtidos constam do Anexo 1. De acordo com a Tabela, observa-se uma grande variação quanto ao número de horas de utilização dos equipamentos, e conseqüentemente da água destilada produzida (ADP) e energia gasta. O valor mínimo obtido de horas de utilização foi 48 h ao ano e o máximo de 4032 horas ao ano.
Tabela 1- Valores anuais de uso dos equipamentos e consumo de energia e produção de água destilada nos Laboratórios da ESALQ
Os resultados da avaliação dos destiladores com relação a ARU são apresentados na Tabela 2, e os dados originais no Anexo 2. De acordo com a tabela, para cada litro de ADP são necessários em média 48 litros de ARU, um desperdício considerável de um recurso natural, já considerado como escasso.
Tabela 2- Consumo de água de refrigeração (ARU) para a produção de água destilada (ADP).
Com os dados da Tabela 1 e da Tabela 2 associados ao custo da energia e do tratamento é possível estimar-se os gastos anuais com o processo de destilação na ESALQ, que é apresentado na Tabela 3.
Tabela 3: Custo do processo de destilação de água nos laboratórios da ESALQ por ano.
Para a produção de 226,66 m3 (226660 litros) de água, tem-se um custo de R$ 62858,93 ou R$ 277,33 m-3 (R$ 0,277 L-1). Embora o custo possa ser considerado expressivo, o que mais chama a atenção é que para se produzir esse volume utiliza-se 10879,68 m3 ou 10.879.680 litros de água para refrigeração. A ARU gasta seria suficiente para abastecer aproximadamente 920 caixas de água de 1000 litros por mês na ESALQ.
CONSIDERAÇÕES GERAIS
O sistema convencional utilizado para produção de água destilada na ESALQ gasta em torno de R$277,00 por m3 de água destilada. Hoje em dia existem dois sistemas que podem ser recomendados para a substituição do sistema convencional por osmose reversa.
A água obtida pelo processo de Osmose Reversa resulta em uma água ultrapura por um processo de comprovada confiabilidade e, este sistema gasta em torno de R$ 60,00 por m3.
CONCLUSÕES
Pelos resultados obtidos e por uma breve avaliação de equipamentos alternativos para desmineralização de água, sugere-se que a troca dos equipamentos convencionais seja feita pelos de troca iônica ou osmose reversa, pois desmineralizar a água através de resinas ou membranas é traz vantagens tanto no aspecto econômico quanto na preservação dos recursos hídricos.
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Esterilização é o processo que promove completa eliminação ou destruição de todas as formas de microorganismos presentes : vírus, bactérias, fungos, protozoários, esporos, para um aceitável nível de segurança. O processo de esterilização pode ser físico, químico, físico- químico.[1]
MÉTODOS DE ESTERILIZAÇÃO Alternativas
Métodos físicos vapor saturado/autoclaves
calor seco
Raios Gama/Cobalto
Métodos químicos Glutaraldeído
Formaldeído
Ácido peracético
Métodos físico químicos Esterilizadoras a Óxido de Etileno (ETO)
Plasma de Peróxido de Hidrogênio
Plasma de gases (vapor de ácido peracético e peróxido de hidrogênio; oxigênio, hidrogênio e gás argonio)
Vapor de Formaldeído
MÉTODOS FÍSICOS
Autoclaves
Estufa
A esterilização por métodos físicos pode ser realizada pelos seguintes processos em estabelecimentos de saúde.
ESTERILIZAÇÃO POR VAPOR SATURADO/ autoclaves
gravitacional
alto vácuo
ciclo Flash
A esterilização a vapor é realizada em autoclaves, cujo processo possui fases de remoção do ar, penetração do vapor e secagem. A remoção do ar diferencia os tipos de autoclaves.
Os ciclos de esterilização são orientados de acordo com as especificações do fabricante.
Um ciclo de esterilização do tipo \\\'Flash\\\' pode ser realizado em autoclave com qualquer tipo de remoção do ar [2].
As autoclaves podem ser divididas segundo os tipos abaixo:
TIPOS
GRAVITACIONAL
O vapor é injetado forçando a saída do ar. A fase de secagem é limitada uma vez que não possui capacidade para completa remoção do vapor.
Desvantagem: pode apresentar umidade ao final pela dificuldade de remoção do ar.
As autoclaves verticais são mais indicadas para laboratórios.
Venturi - O ar é removido através de uma bomba. A fase de secagem é limitada uma vez que não possui capacidade para completa remoção do vapor.
Desvantagem: pode apresentar umidade pelas próprias limitações do equipamento de remoção do ar.
ALTO VÁCUO
Introduz vapor na câmara interna sob alta pressão com ambiente em vácuo. É mais seguro que o gravitacional devido a alta capacidade de sucção do ar realizada pela bomba de vácuo.
Vácuo único
O ar é removido de uma única vez em pequeno espaço de tempo.
Desvantagem: pode haver formação de bolsas de ar.
Vácuo fracionado (por pulso ou escalonado)
remoção do ar em períodos intermitentes, com injeção simultânea de vapor. Também funciona por gravidade
A formação de bolsas de ar é menos provável.
Exemplos de parâmetros para esterilização a vapor[3]
Exemplos de tempos mais comuns de exposição [4]
Tipo de autoclave Temperatura Tempo de exposição Temperatura Tempo do ciclo
Gravitacional 121 a 123o.C
132 a135o.C
depende da orientação do fabricante 121 a 123o.C
132 a 135o.C
15 a 30 min
10 a 25 min
Pré vácuo 132 a 135o.C
141 a 144o.C
depende da orientação do fabricante 132 a 135o.C 3 a 4 min
Vácuo fracionado 121 a 123o.C
132 a 135o.C
141 a 144o.C
depende da orientação do fabricante 121 a 123o.C
132 a 135o.C
20min
3 a 4 min
Esterilização rápida (“Flash”)
O ciclo é pré programado para um tempo e temperatura específicos baseado no tipo de autoclave e no tipo de carga (para outros ciclos se assume que a carga contém materiais porosos).
De forma geral o ciclo é dividido em duas fases: remoção do ar e esterilização. Embora possa ser programado uma fase de secagem esta fase não está incluída no ciclo \\\'flash\\\'.
Os materiais em geral são esterilizados sem invólucros a menos que as instruções do fabricante permitam. Se assume que sempre estarão úmidos após o processo de esterilização. Devem, portanto, ser utilizados imediatamente após o processamento, sem ser armazenados.
Este ciclo não deve ser utilizado como primeira opção em hospitais. Indicadores químicos, físicos e biológicos (B. stearothermophillus).
Exemplos de tempos mínimos de exposição em estrilização tipo \\\'flash\\\'[3] , [2]
Tipo de autoclave
Tipo de carga
Temperatura
Tempo do ciclo
GRAVITACIONAL
-Metais, ítens não porosos, sem lumes.
- Metais com lumes, ítens porosos (plásticos, borrachas)
132o.C
132o.C
3 min 10 min
PRÉ VACUO
-Metais, ítens não porosos, sem lumes.
- Metais com lumes, itens porosos (plásticos, borrachas)
132o.C
132o.C
3 min 4 min
VÁCUO FRACIONADO
-Metais, itens não porosos, sem lumes.
- Metais com lumes, itens porosos (plásticos, borrachas)
132o.C a 135o.C
141o.C a 144o.C*
3 min 2min
· *incomum no Brasil
COMO MONTAR UMA CARGA NA AUTOCLAVE
A remoção do ar da câmara é absolutamente crítica para o completo processo de autoclavação.
O ar pode ser removido ativa ou passivamente.
Estes dois tipos de remoção do ar caracterizam os dois tipos básicos de esterilizadoras de vapor saturado:
a) Remoção de ar por gravidade- neste tipo de equipamento a entrada do vapor \\\'força\\\' o ar para fora. Como o ar é mais pesado que o vapor e não se mistura bem com o vapor este último formará uma camada acima que à medida de sua entrada irá forçando o ar para fora. O tempo de remoção do ar dependerá do tipo e densidade da carga.
É importante que a carga seja organizada de forma que o vapor penetre mais facilmente, com poucos obstáculos, a fim de que possa drenar para baixo encontrando o local de saída (\\\'por gravidade\\\')
b)Remoção do ar dinâmica : pré-vácuo ou por pulso gravitacional
O ar é ativamente removido.
No início do ciclo o vapor é introduzido na câmara, com a válvula do dreno aberta para deixar sair o ar. Após um período de tempo estabelecido a válvula é fechada. à medida em que o vapor vai entrando vai se misturando com ar ainda dentro da câmara criando uma mistura de vapor e ar não condensado iniciando a pressurizar. O dreno então é aberto expulsando a a mistura de ar e vapor pressurizado. Com este escape repentino de de gases forma-se uma pressão na linha que cai abaixo da pressão atmosférica criando o pré-vácuo. O ar não é todo removido, tornando então a ser introduzido o vapor e repetindo o processo. De forma geral os pulsos são em número de quatro para remoção do ar e permitir a penetração do vapor na carga a ser esterilizada. A diferença do pré- vácuo e do pulso gravitacional é que o segundo tipo não utiliza ejetores ou \\\'pumps\\\' de vácuo para acelerar a remoção de ar/vapor no final de cada pulso. O pré vácuo é mais eficiente e rápido. No entanto o pulso gravitacional é mais eficiente do que o tipo puramente gravitacional.
Preparando os artigos e carregando a autoclave
1) Materiais articulados e com dobradiças devem ser colocados em suportes apropriados de forma a permanecerem abertos.
2) Materiais com lumens podem permanecer com ar dentro(por exemplo, endoscópios). Para evitar este problema devem ser umedecidos com água destilada imediatamente antes da esterilização. O resíduo de ar se transformará em vapor.
3) Materiais côncavos, como bacias devem ser posicionados de forma que qualquer condensado que se forme flua em direção ao dreno, por gravidade.
4) Materiais encaixados um no outro (cubas, por exemplo) devem ser separados por material absorvente de forma a que o vapor possa passar entre eles. Lembrar que o encaixe sempre dificultará a passagem do vapor. Material cirúrgico não deve ser acondicionado encaixado ou empilhado.
5) Caixas (\\\'containers\\\') de instrumentais devem ser colocados longitudinalmente na cesta da autoclave, sem empilhar.
6) Têxteis devem ser colocados de forma a que os ângulos estejam direcionados aos ângulos da cesta ou estante da autoclave para permitir melhor passagem do vapor.
7) Os tipos de embalagens deverão ser escolhidos de acordo com a capacidade da autoclave. O período de validade de cada embalagem para cada tipo de material é definido por testes pela própria instituição.
a)Alguns não tecidos assim como embalagens de algodão são absorventes e permitem que o condensado se espalhe por uma área maior para revaporização e secagem.
b) Coberturas feitas de materiais não absorventes como polipropileno ou não tecidos de 100% de poliéster não espalham a umidade. Quando usados para bandejas ou bacias deve ser assegurado que a disposição do material na autoclave permitirá a drenagem do condensado. Se houver materiais pesados em bandejas, devem envoltos em material absorvente antes de serem colocados nas bandejas.
c) Caixas (\\\'containers\\\') metálicas agem como retentores do calor auxiliando na secagem do material. No entanto produzem mais condensado quando não embalados apropriadamente e não auxiliam na revaporização final.
d) Caixas (\\\'containers\\\')plásticos agem como isoladores e resfriam rapidamente. O contato com superfícies ou ambientes mais frios provoca condensado rapidamente.
Obs: tanto caixas metálicas quanto plásticas não devem ser esterilizadas em autoclaves de gravidade. Deve ser preferido a esterilização por pré vácuo ou pulso gravitacional. O ar é difícil de ser removido destes \\\'containers\\\' e a adição de tempo de exposição não irá auxiliar na remoção do ar.
e) Os artigos após a esterilização não devem ser tocados ou movidos após 30 a 60 minutos em temperatura ambiente. Durante este tempo eles devem ser deixados na máquina se não houver prateleira ou cesto removível ou no próprio cesto em local onde não haja correntes de ar. Se um material úmido ou morno for colocado em um lugar mais frio, como recipientes plásticos o vapor ainda existente poderá condensar em água e molhar o pacote.
Obs: Não há benefício em fechar novamente a autoclave após a abertura para \\\'secar\\\' melhor. Isto apenas aumentará o tempo necessário para o resfriamento natural.
f) Alguns \\\'containers\\\' rígidos e não tecidos secam melhor quando um papel absorvente é colocado na base para absorver a umidade. Antes de comprar embalagens, teste o material com ela.
g) Pode ser necessária a colocação de um absorvente na prateleira da máquina.
h) Esterilizar têxteis e materiais rígidos em cargas diferentes. Não sendo prático, coloque têxteis acima com materiais rígidos abaixo, não o contrário.
i) Os materiais e embalagens não devem tocar as paredes da câmara para evitar condensação.
j) Não preencha com carga mais do que 70% do interior da câmara.
k) Sempre ter em mente ao preparar uma carga a necessidade de remoção do ar, da penetração do vapor e a saída do vapor e reevaporação da umidade do material.
ESTUFA
Existem dois tipos de estufas segundo a distribuição de calor:
1) convexão por gravidade
2) convexão mecânica (mais eficiente por distribuiçào de calor mais uniforme)
EXEMPLOS DE TEMPERATURA E TEMPO NECESSÁRIO DE EXPOSIÇÃO
Temperatura Tempo
171o.C
160o.C
149o.C
141o.C
121o.C 60 minutos
120 minutos
150 minutos
180 minutos
12horas
Calor seco Calor transferência rápida
Temperatura · 160o.C ou 170o.C · 190o.C
Tempo do ciclo 1 a duas horas
12 minutos para pacotes
6 minutos para material não coberto
Tipo de material Não deve ser isolante de calor
Deve ser termo resistente a temperatura utilizada
Tubos de polifilme plástico
alguns tipos de papel
Folhas de alumínio
Não deve ser isolante de calor
Deve ser termo resistente a temperatura utilizada
Tubos de polifilme plástico
alguns tipos de papel
Folhas de alumínio
Vantagens
Seguro para metais e espelhos (ex.odontologia)
Não danifica instrumentos de corte
Não forma ferrugem
Menor ciclo
Seguro para metais e espelhos (ex.odontologia)
Não danifica instrumentos de corte
Não forma ferrugem
Desvantagens Ciclo longo, exceto se o ar é forçado
Pequena penetração em materiais mais densos
Não esteriliza líquidos
Destroi materiais sensíveis ao calor
Instrumentos devem estar secos antes de serem empacotados
Não esteriliza líquidos
Destrói materiais sensíveis ao calor
· Tempos de exposição e temperatura: variam conforme o tipo de material a ser esterilizado. O maior problema relacionado é o fato de que a penetração do calor é difícil, lenta e distribui-se de forma heterogênena.
· Embora durante muito tempo tenha sido utilizado como única alternativa para pós e óleos, estas substâncias, quando validadas podem ser esterilizadas por vapor.
· Vantagens: a maior vantagem que tem sido preconizada é de que material de corte perde mais lentamente o fio do que em vapor. No entanto, estes materiais também podem ser esterilizados em Plasma de Peróxido de H2.
· Problemas em áreas específicas: pequenas clínicas de oftalmologia que utilizam delicados materiais de corte têm utilizado esta alternativa pelos problemas descritos anteriormente. Outros métodos, como o plasma de Peróxido de hidrogênio, no momento seriam muito onerosos, sem custo-benefício para pequenas clínicas.
· Odontologia: para material clínico (espelhos e similares), sem ranhuras e detalhes pode ser uma opção já que não são densos e haverá alta temperatura nas superfícies.
· Formas de uso:conforme indicação do fabricante;
· Manutenção preventiva: convencionada no mínimo, mensal ou conforme indicação do fabricante.
· Monitorização:
· Testes biológicos: embora não exista um teste ideal o Bacillus Subtillis é o mais indicado.
· Invólucros:
· caixas de aço inox de paredes finas ou de alumínio;
· papel laminado de alumínio.
· polímeros resistentes a altas temperaturas.
MÉTODOS FÍSICO- QUÍMICOS ( BAIXA TEMPERATURA)
Óxido de etileno
Plasma de Peróxido de Hidrogênio
Ácido Peracético líquido
Plasma de Ácido peracético
Formaldeído e vapor de
De forma geral os métodos físico- químicos são processos que são realizados com baixas temperaturas. A esterilização a baixa temperatura é requerida para materiais termo sensíveis e/ou sensíveis à umidade. O método ideal não existe[5] e todas as tecnologias têm limitações.
Características de um esterilizante ideal para baixa temperatura
Alta eficácia deve ser viruscida, bactericida, tuberculicida, fungida e esporicida
Ação rápida esterilizar rápidamente
Grande penetração penetrar pacotes de materiais comuns e penetrar lumens
Compatibilidade com materiais as alterações devem ser imperceptíveis tanto na aparência quanto na função dos materiais, mesmo após repetidas esterilizações.
Não tóxico não devem apresentar riscos à saúde do operador, do paciente e não poluir o ambiente.
Resistente à matéria orgânica deve ter eficácia na presença de quantidade razoável de matéria orgânica.
Adaptabilidade deve ser adequada para grandes ou pequenos locais de instalação e ponto de uso.
Capacidade de monitorização deve ser monitorado de forma fácil e acurada com indicadores físicos, químicos e biológicos.
Custo-efetivo deve ter custo razoável de instalação e de operação.
O Óxido de Etileno tem sido o produto mais frequentemente utilizado como processo de baixa temperatura. Alguns estados americanos têm requerido redução da emissão de Óxido de Etileno de 90 a 99% [6] pelos seus efeitos nocivos. O Óxido de Etileno é um produto altamente tóxico, na forma de gás. Apresenta riscos tóxicos ao operadores e pacientes por ser provavelmente carcinogênico e por ser inflamável. Os clorofluorocarbonados são usados como estabilizadores em combinação com o Óxido de Etileno e a Agência de Proteção Ambiental Americana baniu a produção dos clorofluorocarbonados. Foram então desenvolvidos alternativas como 100% de Óxido de Etileno com diferentes estabilizadores: dióxido de carbono, hydroclorofluorocarbonados, vapor de Peróxido de Hidrogênio, gás plasma, Ozônio, Ácido Peracético e Dióxido de Carbono.
ÓXIDO DE ETILENO
O Óxido de Etileno[7] é um gás inodoro, sem cor, inflamável e explosivo. A adição de estabilizantes , Dióxido de Cloro ou ou Clorofluorocarbonado reduz o risco de explosão e de fogo.
No Brasil existe legislação específica sobre funcionamento de centrais de esterilização por Óxido de Etileno [8]. No entanto as questões relacionadas aos ciclos, tipo de gás e aeração não estão contempladas, embora constem os limites máximos de resíduos aceitáveis para os diferentes tipos de materiais.
como foi dito os clorofluorocarbonados são usados como estabilizadores em combinação com o Óxido de Etileno e a Agência de Proteção Ambiental Americana baniu a produção dos clorofluorocarbonados. As alternativas menos prejudiciais ao ambiente são:
1. 8,5% de Óxido de Etileno e 91,% de Dóxido de Carbono
2. Msitura de Óxido de Etileno com hidroclorofluorocarbonados
3. 100% de Óxido de Etileno
Ação: alquilação proteica, DNA e RNA prevenindo o metabolismo celular normal e a replicação microbiana.
Fatores a serem considerados: concentração, temperatura, umidade e tempo de exposição.
Limites operacionais: 450 a 1200mg/ L, 29o.C a 65o.C, 45% a 80% e 2 a 5 horas respectivamente. Dentro de certas limitações o aumento da concentração do gás podem reduzir o tempo necessário para esterilizar os materiais.
Indicador biológico: B. subtillis
Vantagens- podem ser esterilizados materiais sem danificá-los.
Desvantagens: alto custo, toxicidade, e tempo longo do ciclo.
Ciclo: 5 estágios, incluindo preparo e humidificação, introdução do gás, exposição, evacuação do gás e injeções de ar, que requerem aproximadamente duas horas e meia excluindo o período de aeração.
Aeração mecânica: 8 a 12 horas a 50o.C a 60o.C.
Aeração ambiental:7 dias a 20o.C.
Monitoração: no mínimo semanal ou após manutenção;
Testes biológicos, no mínimo semanal, com Bacillus Subtillis, sempre na primeira carga e ao término de todas manutenções preventivas e corretivas
Indicador químico: identificação dos pacotes por fitas com indicador químico.
PLASMA DE PERÓXIDO
Indicação : é um processo indicado para esterilização de superfícies.
HIDROGÊNIO
Embalagem: devem ser utilizadas embalagens compatíveis[9] com o processo do tipo polipropileno, poliolefina. Não deve ser utilizada embalagem de celulose pela alta absorção do peróxido por este tipo de material comprometento o término do ciclo.
Não recomendado [9] para os seguintes materiais pois podem ficar quebradiços e terem problemas de absorção (a esterilização é eficaz mas o material degrada com o tempo):
bisphenol e epoxy ou componentes feitos de polisulfonas ou poliuretano.
nylon e celulose.
Polymethyl-metacrylato, policarbonato e vinilacetato.
Contra indicação [9] : celulose, pós e líquidos e materiais de fundo cego.
Indicação: pode ser utilizado para artigos termossensíveis principalmente, bem como outros materiais inclusive
Cateteres com no mínimo 1 mm de diâmetro interno até 2 metros [10].
Artigos metálicos e de corte.
Equipamentos elétricos e de força( com motor)
Endoscópios Rígidos
Equipamentos Pneumáticos
Aparelhos endoscópicos [10], [11]: requerem maiores estudos, principalmente pela sua estrutura.
Matéria orgânica: em estudo citado por KYI e colaboradores [9] sobre a eficácia do equipamento comparado à Óxido de Etileno , na presença de sangue de ovelha o gás plasma foi mais sensível que o Óxido de etileno. No entanto, em média não houve diferença entre os dois sistemas. No entanto, não apenas pelas regras básicas de esterilização, mas pelas características da aparelhagem devem ser seguidas as recomendações de uso.
Recomendações de uso: por se tratar de um aparelho extremamente sensível é fundamental seguir os seguintes passos para evitar abortamento do ciclo.
- Limpeza com remoção completa de resíduos orgânicos [12]
- Secagem
- Embalagem e selagem adequadas
· Temperatura de funcionamento do equipamento: em torno de 45º.
· Duração do ciclo de esterilização: aproximadamente 70 minutos.
· Toxicidade: não requer aeração pois não deixa resíduos tóxicos. É seguro para o ambiente e profissionais.
· Indicadores: químicos, mecânicos e biológicos.
· O fabricante recomenda indicador químico em todas as embalagens em todas as esterilizações.
· Fitas colantes químicas em todos os pacotes
· Indicador biológico: Bacillus subtillis [10] . Teste no mínimo uma vez por semana e em todas as manutenções preventivas e corretivas.
· Nome comercial: STERRAD ®
ÁCIDO PERACÉTIDO- LÍQUIDO[13]
Obs: ver também este ítem em Desinfetantes
Apresentação: líquida.
Modo de uso: por submersão.
Indicação: para uso em endoscópios, instrumentos de diagnóstico e outros materiais submersíveis.
Concentração: 35%, estabilizada que será diluída ( a 0,2%) automaticamente em água estéril(máquina ainda não disponível no país). Disponível também já diluído a 0,2% (STERILIFE) para uso através de imersão.
Tempo de processamento: 12 minutos a 50 a 56º.C ( em máquina apropriada- ainda não disponível no Brasil STERIS SYSTEM 20 ®) ou 10 minutos para desinfecção e 20 para esterilização se o processo for imersão.
Alternativa no país: 0,2% Sterilife ® (ver desinfetantes neste site) e CIDEX PA ® ( a ser lançado no país) com tempo de contato aproximado de uma hora.
ÁCIDO PERACÉTICO- PLASMA
Apresentação: são dois os agentes ativos. O primeiro é o Ácido peracético (5%) com Peróxido de Hidrogênio (22%) e o segundo é o ácido Peracético com uma mistura de gás argônio com O2 e H2 do qual irá ser formado o plasma. As fases de plasma são alternadas com fases de vapor.
A partir de 35% de ácido peracético ocorre diluição em água filtrada para 2% [5]
Indicação: materiais termosensíveis.
Temperatura: 50º.C
Tempo do ciclo: 4 a 6 horas [11] .
Aeração: não é necessária.
Limitações: não processa líquidos, limitado a uso de materiais de aço. Ainda não disponível no país.
Embalagens: preferir polipropileno e poliolefinas.
Não disponível no Brasil.
FORMALDEÍDO E VAPOR DE FORMALDEÍDO
Formaldeído é um monoaldeído que existe como um gás solúvel em água.
Embora tenha sido usado durante muitos anos, seu uso foi reduzido com o aparecimento do Glutaraldeído. Suas desvantagens principais estavam relacionadas a menor rapidez de ação e carcinogenicidade. Embora tido como carcinogênico, isto foi demonstrado a altas doses de exposição.
Ação: ativo apenas na presença de umidade para formação do grupo metanol[14]. Interage com proteína, DNA e RNA. No entanto é difícil especificar acuradamente seu modo de ação na inativação bacteriana.[15]
Espectro: amplo espectro de ação, inclusive contra esporos. Ativo na presença de proteínas mas em testes realizados a adição de 40% de proteína necessitou de concentração dobrada de formaldeído.
Exposição máxima no ambiente: 0,1 a 0,5 ppm.
Biodegradabilidade: 1 a dois dias.
Tóxico.
VAPOR DE FORMALDEÍDO[16]
Gerado em máquina própria a partir de formaldeído a 2%. É mais utilizado na Inglaterra.
Indicação: materiais termosensíveis.
Embalagens: papel grau cirúrgico.
Indicador biológico: B. stearothermophillus
Temperatura: 50 a 60º.C conforme o ciclo é a temperatura em que é oferecido o aparelho atualmente no país. No entanto, em outros locais as máquinas funcionam a 73+ ou- 2o.C.
Tempo do ciclo: 3 horas e meia.
Exposição do pessoal: como existe uma fase, chamada fase líquida, em que o formaldeído é extraído não há exposição. No entanto, devem ser seguidas as normas de segurança já que é tido como um produto que pertence a categoria de substâncias perigosas.
Observações: as informações na literatura são ainda escassas.
INDICADORES
Os indicadores que demonstram a eficácia dos métodos de esterilização podem ser mecânicos, químicos e biológicos. São utilizados mais frequentemente para métodos automatizados.
· Indicadores mecânicos: monitores de tempo, temperatura, pressão, relatórios impressos computadorizados.
· Indicadores químicos: existem diversos tipo de indicadores químicos que serão descritos abaixo de acordo com a ISO 11.140-1: 1995.
· Indicadores biológicos: indicam que a esterilização foi efetiva através da inativação de indicadores com contagem prévia de esporos viáveis conhecida.
Classificação dos Indicadores Químicos
· Classe 1 ou Indicadores de Processo: Indicadores de Processo- indicados para uso em pacotes, \\\'containers\\\' etc. individuais para demonstrar que houve exposição ao processo de esterilização e distinguir unidades processadas das não-processadas.
· Classe 2 ou Indicadores para uso em testes específicos: Designados para uso em procedimentos de testes específicos como definido nos padrões para esterilizadores ou processos de esterilização. Ex: Bowie e Dick.
· Classe 3 ou Indicadores Monoparamétricos: Um indicador de um único parâmetro pode ser designado para um dos parâmetros críticos e pode indicar exposição a um ciclo de esterilização a um valor específico do parâmetro escolhido.
· Classe 4 ou Indicadores Multiparamétricos: Um indicador multi-paramétrico pode ser designado para 2 ou mais dos parâmetros críticos e pode indicar exposição a um ciclo de esterilização aos valores especificados dos parâmetros escolhidos.
· Classe 5 ou Indicadores Integradores: Indicadores integradores são designados para reagir a todos os parâmetros críticos dentro de um intervalo específico de ciclos de esterilização. Os valores especificados são aqueles requeridos para atingir uma inativação especificada por um organismo teste específico com valores D especificado e, se aplicável, valores Z ( como descrito para indicadores biológicos para esterilização a vapor na ISO 11.138-3 ).
· Classe 6 ou Indicadores Emuladores ( indicadores de verificação de ciclos ): Indicadores emuladores são indicadores designados para reagir a todos os parâmetros críticos dentro de um intervalo específico de ciclos de esterilização, para os quais os valores especificados são baseados nos ajustes dos ciclos de esterilização selecionados.
Controles químicos
Externos- indicam que o vapor entrou em contato com a superfície exposta. Devem ser colocadas em todos os pacotes em todos os processos.
- Fitas ou etiquetas adesivas- impregnadas com substância química termosensível específica ao vapor que ao ser retirada da autoclave deverá apresentar mudança de coloração.
- Impresso- tinta indicativa termosensível impressa diretamente na embalagem que ao ser retirada da autoclave deverá apresentar mudança de coloração.
Interno- indicam que o vapor penetrou o interior da embalagem.
- Tiras de papel - impregnadas com tinta em concentração graduada com substância químicas termosensíveis específicas ao vapor. Ao ser retirada da autoclave deverá apresentar coloração de marrom a preto [17].
- Integrador químico- reagente químico liberado gradativamente a medida em que ocorre a combinação dos parâmetros de temperatura, umidade e tempo de exposição. Indicada a colocação em pacotes de difícil acesso do vapor.
- Bowie Dick 4 - pode ser elaborado com diversas fitas teste sobrebostas cruzadas ou em forma de papel já industrializado, permeável ao vapor com impressão de um desenho característico concentrico. Sua utilizade é detectar ar residual em autoclaves a vácuo ( não se aplica a autoclaves gravitacionais). Ver descrição abaixo
· Passos a serem seguidos para o teste de Bowie e Dick:
1- Montagem do pacote [2],[4] , [18] com 25 a 36 campos de 90X60cm recentemente lavados mas não passados, uns sobre os outros a uma altura entre 25 a 28 centímetros. No centro da pilha colocar uma folha de papel poroso com diversas fitas teste coladas sob forma de asterisco\\\'. Empacotar a pilha em papel, caixa metálica ou apenas amarrá-la com fita de autoclave.
2- O pacote com o teste deve ser colocado próximo ao dreno, diariamente, na primeira carga do dia, após o aquecimento da autoclave.
3- Pré aquecer a câmara vazia removendo o ar e vapor condensado das linhas através de um ciclo de aproximadamente 2 a 3 minutos. Caso o uso da autoclave seja initerrupto não há necessidade de pré aquecer.
4- A alteração uniforme da cor em todo o papel- teste indica teste satisfatório.
CONTROLES BIOLÓGICOS
· São testes utilizados para monitorizar o processo de esterilização, consistindo em uma população padronizada de microorganismos viáveis (usualmente esporulados) conhecidos como resistentes ao modo de esterilização a ser monitorizado[2],[4] .
· Podem ser :
Tiras de papel- envelopes contendo tiras de papel impregnada com esporos dos bacilos.
Autocontido ou completo[19]- ampolas contendo os bacilos e meio cultura líquido.
· Frequência dos testes biológicos [20], as recomendações diferem de acordo com diferentes instituições ( APIC, AAMI, AORN etc) no que se refere à frequência. Pode ser diariamente, na primeira carga do dia, semanalmente ou com frequência testada e definida pela política da instituição [21].
· É consenso sua utilização na validação e ao término de todas as manutenções realizadas , sejam elas preventivas ou corretivas.
· É aconselhável o uso sempre que houver na carga próteses ou materiais implantáveis.
· Tipos de bacilos utilizados: os mais utilizados são os B. subtillis para esterilização a baixa temperatura e B. stearothermophillus para esterilização a vapor.
QUAIS E QUANDO UTILIZAR OS DIFERENTES INDICADORES
Controle da carga
Cada carga ou diário para \\\'flash\\\'.
Cada carga para Óxido de Etileno, Plasma de Peróxido
· Diariamente ou semanal para autoclaves a vapor com ciclos maiores (ou definido pela instituição se outros parâmentros estiverem controlados)
Indicador Biológico de Leitura Rápida ou Indicador Biológico Convencional (48h)
Controle do pacote
Cada pacote
Indicador químico multiparamétrico ou integradores químicos
Controle do equipamento
Remoção do ar- no início do dia
Após grandes reparos
Validação do equipamento
Monitorização mecânica- cada carga
Teste de Bowie e Dick
Registro dos indicadores mecânicos do equipamento
Controle da exposição
Cada pacote
Fitas indicadoras de processos
Manutenção dos registros
Cada pacote
Livro registro que permita a rastreabilidade do pacote
INSTALAÇÃO DE UM EQUIPAMENTO
1)Os testes de instalação devem ser realizados com a Empresa Autorizada e com os profissionais que irão ser os responsáveis pelo uso do equipamento.
2) Realizar três testes consecutivos com a carga completa utilizando um indicador biológico em um pacote teste. Deixar fora da esterilizadora um indicador biológico- controle que será incubado juntamente com o teste ao final do ciclo.
PACOTE TESTE (não confundir com o teste de Bowie e Dick) - 16 campos recém lavados em bom estado de aproximadamente de 41 por 66 centímetros. Cada compressa será dobrada longitudinalmente em 3 e depois dobradas ao meio e empilhadas. Um indicador (opcionalmente acompanhado de indicadores químicos) será colocado no meio geométrico do pacote. Ao final amarrar com fita teste de modo a que fique com aproximadamente 15 centímetros de altura.
3) Repetir o teste com a câmara vazia.
4) Para autoclaves com pré-vácuo repetir três vezes o ciclo utilizando o teste Bowie Dick com a câmara cheia.
Obs: Embora de forma geral estas sejam as práticas para todos os tipos de equipamentos, existem especificações de testes desafios para Óxido de Etileno [22] e outros pacotes podem ser utilizados desde que devidamente validados [4] .
VALIDAÇÃO DE UM EQUIPAMENTO
Os equipamentos devem ser validados para cada novo ciclo e novo tipo de carga a ser esterilizado.
Para esta validação devem ser seguidos os seguintes passos:
1) Escolher um pacote que contenha o tipo mais característico do tipo de carga. Este pacote deverá ser, de preferência o de maiores dimensões que se pretende esterilizar. Colocar o pacote no local do dreno.
2) Completar a carga da autoclave.
3) Os indicadores biológicos e químicos devem ser colocados nos locais onde haja maior dificuldade de penetração do agente esterilizante de acordo com a configuração do equipamento.
4) Dar início ao ciclo de esterilização.
5) Registrar os parâmetros dos indicadores mecânicos.
6) Ao final do ciclo, observar e registrar o resultado dos indicadores químicos.
7) Colocar os indicadores biológicos na incubadora e após ler os resultados e registrar.
8) Arquivar os resultados de todos os testes realizado
MANUTENÇÃO
Manutenção preventiva: a indústria deve fornecer instruções por escrito para a manutenção preventiva da máquina.
A manutenção deverá ser feita por pessoal qualificado.
Os registros de manutenção devem ser guardados.
Calibração: a indústria deve fornecer instruções por escrito dos instrumentos que necessitam calibração ( termômetros, manômetros, termopares etc)
Registros das cargas: cada carga deve ser registrada de acordo com os seguintes ítens:
conteúdo geral
duração e temperatura da fase de exposição
data e duração do ciclo total
nome do responsável pela carga
identificação do número da máquina
Estaremos sempre a disposição para quaisquer esclarecimentos . . .
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